A Reforma Tributária troca cinco tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. A mudança é gradual e vai até 2033.
2026: o ano de teste
Desde janeiro de 2026, as notas fiscais passam a mostrar a CBS de 0,9% e o IBS de 0,1%. Esses valores servem para testar os sistemas. Empresas que cumprem as obrigações exigidas ficam dispensadas de recolher esses valores, que podem ser compensados.
Empresas do Simples Nacional não aplicam as alíquotas de teste em 2026 (Lei Complementar 214/2025, art. 348). Mesmo assim, o sistema de emissão de notas precisa estar atualizado para os novos campos.
Cronograma resumido
| Quando | O que acontece |
|---|---|
| 2026 | Teste: CBS 0,9% e IBS 0,1% destacados na nota |
| 2027 | A CBS começa de fato; PIS e Cofins deixam de existir |
| 2029 a 2032 | ICMS e ISS diminuem aos poucos e o IBS aumenta |
| 2033 | Novo modelo completo; ICMS e ISS deixam de existir |
E o Simples Nacional?
O Simples continua existindo, com o pagamento em guia única (DAS). A partir de 2027, a empresa do Simples poderá escolher recolher o IBS e a CBS fora do DAS, pelo regime regular. Isso pode interessar a quem vende para outras empresas, porque permite que o cliente aproveite mais crédito desses tributos. Essa escolha precisa ser analisada caso a caso.
O que preparar agora
- Sistema de notas fiscais: confirme que o emissor já está no novo layout.
- Cadastro de produtos e serviços: códigos corretos (NCM para produtos e NBS para serviços) vão definir a tributação.
- Preços e contratos longos: revise cláusulas de reajuste e o impacto da troca de tributos a partir de 2027.
- Regime de impostos: reavalie se o regime atual continua sendo o melhor no novo cenário.
Cada empresa vai sentir a reforma de um jeito, conforme a atividade, o regime e para quem vende. Por isso vale fazer essa revisão com o seu contador ainda em 2026.